O metal cristão (ou o estrangeirismo white metal) é um
gênero musical que engloba todo estilo de metal que possua letras cristãs.
Muitos não o consideram um gênero musical, por ser um termo muito abrangente.
Esses o consideram apenas uma nomenclatura que agrega todos os estilos de metal
com letras cristãs. O gênero pode referir-se a qualquer estilo de metal (glam,
heavy, power, symphonic, etc) que possua letras cristãs.
História
O metal cristão tem sua origem no começo dos anos 1970.
Geralmente, Resurrection Band, Messiah Prophet e Jerusalem são citadas como as
primeiras bandas de Metal Cristão. Durante os anos 80, a banda Stryper ajudou a
popularizar o gênero, já que eles foram a primeira banda de metal cristão a
conseguir disco de platina.
Uma vez que o gênero metal é popularmente associado a uma
imagem de sexo e satanismo, o metal cristão tem sido criticado com frequência e
recebido certa resistência pela igreja tradicional. Apesar disso, as bandas de
metal cristão têm persistido e cada vez mais se multiplicam, possuindo estilos
que vão desde o evangelismo claro como as primeiras formações do Stryper
(conhecidos por atirar Bíblias para o público) a outras bandas como King's X
(que tentaram evitar a associação ao metal cristão, embora demonstrassem uma
forte influência cristã em muitas das suas letras).
Graças ao Metal cristão ser grandemente caracterizado pelo
contexto lírico, existem vários subgêneros de Metal Cristão. Nos anos 80,
bandas de Metal Cristão fortemente influenciadas pelas bandas mainstream,
produziram uma grande quantidade de glam metal como o Stryper, Whitecross Holy
Soldier e Neon Cross. Muitas bandas de speed e thrash como Tourniquet,
Deliverance, Vengeance Rising, e Believer também começaram a surgir.
Em 1990, Mortification se tornou a primeira banda de
Christian death metal a alcançar maior reconhecimento. Embora tocassem um
estilo antigo de death metal muito próximo às raízes do Thrash, seu álbum de
1992 Scrolls of the Megilloth ainda é considerado um clássico do death metal, e
foi lançado em nos dois mercados cristão e secular. Aproximadamente no mesmo
período a banda Living Sacrifice estava tocando thrash/death metal; também;
Paramaecium se tornou uma das maiores bandas de doom metal cristão e
influenciaria mais tarde bandas cristãs como Pantokrator.
Horde é extensamente considerada a primeira banda Cristã de
black metal. Como a banda tinha apenas um membro fixo e teve apenas um
lançamento (em 1994), Horde iniciou uma controversia como o a comunidade do
metal extremo, já que se opunha aos temas mais comuns de Satanismo. O título do
único lançamento do Horde -- Hellig Usvart -- significa "Sacro
unBlack". Unblack metal passou a ser usado algumas vezes usado por
Cristãos para se referir ao black metal cristão, para se livrar da conotação negativa
do termo "black metal".
Antestor existia antes do lançamento de Hellig Usvart mas a
música deles era mais próxima do estilo death/doom ( ou como eles chamavam
isto, "Sorrow Metal"), e não era musicalmente conhecido ainda como
black metal.
Eles assim como o Crimson Moonlight, o Divine Symphony e outros,
fazem hoje um estilo sofisticado de black metal cristão que pode ser comparado
ao produções de bandas mainstream de bandas de black metal. Como sempre,
produções mais tradicionais e cruas de bandas black metal como Abdijah, Light
Shall Prevail, Offerblod, Arch of Thorns, Flaskavsae, Eligbbor, Bedeiah,
Dormant, Firethrone, etc., continuma a existir em selos como Sneeuwstorm
Produkties eGES Productions, entre outros.
Atualmente, existem bandas de metal cristão para quase todos
gêneros de metal. Contudo, particularmente a banda Extol e Sabactâni que tem
uma mistura (que costumam mudar) de estilos, e é popular entre fãs de metal
cristãos e não cristãos.
Seventh Avenue, Theocracy, Narnia, Rob Rock, e Divinefire
são as mais proeminentes bandas de power metal cristão. Rob Rock inicialmente
fez fama como o vocal e guitarrista virtuoso da banda de Chris Impellitteri o
Impellitteri durante os anos 80 e 90 ele foi para seu trabalho solo como o
álbum Rage of Creation. E também fez parte dos vocais da banda de heavy metal
Warrior. Existem muitas outras
notáveis banda, incluindo Ultimatum, Becoming the Archetype, Temple of Blood,
Aletheian, Crimson Thorn, Dynasty, Harmony, Saviour Machine, Majestic Vanguard,
Soul Embraced, Visionaire, Eterna, Ikarian, Sympathy, Virgin Black, Century
Sleeper, Disciple, Veni Domine, entre outras.
Certos artistas de metal cristão encontraram grande
aceitação do público ,tanto entre fãs cristãos ou não, como o The Devil Wears
Prada, As I Lay Dying e Stryper. A popularidade do metalcore é especialmente
baseada em bandas cristãs, como Zao, As I Lay Dying, The Devil Wears Prada,
Still Remains, e Demon Hunter.
Na edição de retrospectiva de 2006 a revista Revolver
Magazine elegeu o metal cristão o fenômeno do ano. O editor chefe Tom Beaujour
entrevistou os líderes do As I Lay Dying, Demon Hunter, Norma Jean, e Underoath
(Tim Lambesis, Ryan Clark, Cory Brandan Putman, e Spencer Chamberlain,
respectivamente) como o arquivo de capa da edição.2 Tooth and Nail Records,
P.O.D., Zao, War of Ages, Still Remains, e He Is Legend também foram
mencionados.
Sanctuary International
Muitos fãs de rock e metal foram rejeitados pelas igrejas em
1980. Em 1984, o Pastor Bob Beeman viu esse problema e logo começou o
ministério chamado Sanctuary - The Rock and Roll Refuge. Esta bolsa de estudo
trouxe muitos músicos, que viriam a formar grupos como Tourniquet, Deliverance,
Vengeance e Mortal, que logo se tornariam inovadores na cultura da música
cristã.
O Sanctuary patrocinou o primeiro festival de metal cristão,
o metal Mardi Gras, realizado em 1987, em Los Angeles. Mais festivais de metal
cristão foram organizadas em outros lugares também. O Sanctuary começou a se
espalhar e tinha 36 paróquias em todo os Estados Unidos, em 1990. As paróquias
do Sanctuary tiveram impacto significativo no movimento de metal cristão:
grupos que mais tarde se tornariam conhecidos, tais como P.O.D., realizaram os
seus primeiros concertos no Santuário.
No entanto, ao final dos anos 1990, sentiram que as atitudes
das igrejas "tradicionais" para metaleiros, roqueiros e punks se
tornou mais permissiva e, portanto, não teve a necessidade de continuar e foi
fechado. Sanctuary tornou-se Sanctuary International, e atualmente dá aulas de
estudos internacionais e sobre o cristianismo. Sanctuary funciona também uma
estação de rádio de internet chamado "Radio intenso", que, em 2003,
atingiu cerca de 150.000 ouvintes.
Metal Cristão no
Brasil
O Metal Cristão chegou ao Brasil na década de 70 com a banda
Êxodos (criada em 1970 e considerada a primeira de seu estilo surgida no país).
Na década de 80 surgiram as bandas Oficina G3, Metal Nobre, Resgate, Catedral,
Rebanhão, Katsbarnea e Fruto Sagrado e aos poucos foram surgindo outras bandas
como Rosa de Saron, Militantes, Eterna, Khorus, Iahweh, Aeroilis, Rede Ativa,
Livre Arbítrio, Palavrantiga, Rodox e a carreira solo do ex-vocalista do
Raimundos Rodolfo Abrantes e Ponto Nulo No Céu. No início as bandas do estilo
sofriam muito preconceito de outros religiosos que acreditavam que o rock era o
"som do capeta" inspirados equivocadamente em uma música de Raul
Seixas chamada "O diabo é o pai do rock". Mas ao passar dos anos esse
pensamento foi mudando e hoje as bandas deste estilo são as que mais ganham
destaque quebrando preconceitos até no meio secular.
Unblack metal
(também conhecido como Black metal cristão) é a variante cristã de black
metal.1 É um gênero polémico, porque o black metal foi propriamente
desenvolvido com a intenção de incentivar sentimento anti-cristão, tanto
musicalmente e socialmente. É por vezes referida como "Holy Unblack
Metal", um termo originalmente usado pelo fundador do gênero Horde com seu
influente álbum Hellig Usvart de 1994. Christian black metal começou em 1991,
na Noruega, quando Antestor lançou a demo The Defeat of Satan. O lançamento de
1998 da banda na gravadora Cacophonous Records, The Return of the Black Death,
provou ser influente no movimento. Unblack metal moderno foi liderado por
grupos como Lengsel, Vaakevandring, Crimson Moonlight e Sanctifica. Os temas
líricos Cristianistas de unblack metal são geralmente unidos com o imaginário
comum black metal, regularmente abordando o Cristianismo como a matéria em
questão.
Características
Sonoramente, o unblack metal incorpora guitarras
pesadas/distorcidas, vocais rasgados, rápidas passagens e melodias, e canções
com estruturas não convencionais. O estilo varia entre o agressivo estilo de
Horde, sorrow metal de Antestor e Arvinger, um teclado de comando e
sintetizadores sombrios de Vaakevandring (mais sinfônico), e Vardøger ao estilo
de Drottnar mais técnico.
Liricamente, durante o início da década de 1990 como uma
oposição ao início da cena norueguesa de black metal, o fundador do gênero
Horde popularizou o agressivamente os temas, "anti-satânico" e
"mentalidade cruzada" que atacaram a temática anti-cristã com idéias
como "Invert the Inverted Cross" e "Crush the Bloodied Horns of
the Goat".Este foi um tema dominante durante a maior parte da década de
1990, em unblack metal. Horde era tão influente tanto musicalmente e
liricalmente que vários grupos têm copiado o estilo da banda, tais como o do
Brasil, Poems of Shadows em seu álbum Nocturnal Blasphemous Chanting.
No final da década de 1990, os grupos Escandinavos Antestor,
Crimson Moonlight e Vaakevandring definiram um novo rumo: letras anti-satânicas
foram substituídas por temas que lidam com conteúdo filosófico e ideológico.
Estes variam de Inverno Escandinavo a poética das metáforas de Crimson
Moonlight para a tristeza, perspicaz e introspectiva temas de Antestor e
Lengsel aos temas de Vaakevandring como conversão, salvação, lutar com fé, e
passagens da Bíblia como "Pai Nosso"
História
Surgimento (início de 1990)
Uma das primeiras bandas que seria conhecida mais tarde por
ser associada com unblack metal foi um grupo Norueguês chamado Antestor, que
começou tocando death/doom metal e lançou sua primeira fita demo The Defeat of
Satan em 1991 (nesta época eles estavam tocando com o nome de "Crush
Evil"), uma segunda demo intitulado Despair em 1993, e seu primeiro álbum
de estúdio Martyrium em 1994. Crush Evil apareceu na cena Norueguesa durante o
tempo em que a segunda onda de black metal foi desenvolvendo de forma
significativa e igrejas foram queimadas. O grupo foi rapidamente notado pelas
forças lideres do movimento, e eventualmente Euronymous do Mayhem estava
planejando forçar Crush Evil a encerrar suas atividades. No entanto, Euronymous
foi assassinado por Varg Vikernes em 1993. Crush Evil mudou seu nome para
Antestor no mesmo ano. Antestor tocou um estilo de metal que eles classificaram
como "sorrow metal" e escrevendo letras obscuras. Logo, Torodd
Fuglesteg, chefe da infame Arctic Serenade Records, gostou da banda e convidou
Antestor para gravar Martyrium, mas problemas ocorreram e outra gravadora
chamad Morphine Records acabou lançando apenas 50 copias.
Horde lançou seu primeiro álbum Hellig Usvart em 1994 pela
Nuclear Blast Records. O álbum causou certa polêmica na cena black metal,
ameaças de morte foram enviados para Nuclear Blast Records exigindo que eles
falassem os nomes dos membros. O único membro atual foi o Australiano antigo
baterista de Mortification/Paramaecium Jayson Sherlock. O termo "unblack
metal" foi derivado de "holy unblack metal", que era utilizado
pela banda Norueguesa Darkthrone como "unholy black metal". O termo
"unblack metal" tornou-se posteriormente amplamente utilizado.
Apesar do rápido desaparecimento de Horde, muitas bandas
logo surgiram para assumir seu lugar. A banda Sueca, Admonish, foi formada em
torno de 1994 ou 1995, e foi a primeira banda de black metal cristão na Suécia.
Eles ganharam notoriedade por chamar seu estilo de "Christian black
metal" em seu website. Isto causou um certo debate no underground do metal
e logo um site anti-Admonish foi criado. Enquanto a banda não lançava qualquer
coisa até 2005, a revista Metal Hammer chamou Admonish de "Uma das
principais bandas de Black metal cristão" em uma edição de 1990 especialmente
focada em black metal.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
